quinta-feira, 3 de novembro de 2016

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

RÁPIDAS REFLEXÕES SOBRE HAIKAI

RÁPIDAS REFLEXÕES SOBRE HAIKAI

ROGEL SAMUEL


Se mira na poça
 de lama no pátio
 a lua vaidosa.
(Luiz Bacellar: Satori)

Um dia, durante um Kalachakra, alguém perguntou ao Dalai Lama:
- Sua Santidade, o que é a Iluminação?
Ele explodiu uma grande gargalhada e disse:
- Mas eu não sei...
Assim é a noção de Haikai que aqui vamos investigar teoricamente outra vez, em fragmentos de reflexão. Ela já nos foi pedida certa vez como prefácio ao livro “Satori”,  de Luiz Bacellar, já falecido, publicado em Manaus pela Editora Valer (2000), um livro de haikais. É em homenagem à memória do grande poeta amigo que vamos retomar aqui.

A arte faz saltar a verdade, já disse Heidegger.
A lua se vê no chão, a gloriosa lua. A luz pura da lua se vê naquele espelho, “um espelho de boas qualidades”, que jaz no chão, a sabedoria do espelho puro da água.
Do céu à terra, a glória da lua se vê na lama.
Mas a lama não polui a lua, nem a lua purifica a água.
Isto, diz Takuzo Igarashi, representa o estado de mente onde se encontra o espírito do Zen, quando todas as coisas se refletem entre si na sabedoria que é como espelho.
Tão simples e tão claras, as coisas aparecem na água da lama como puras de um céu sem nuvens.

Se mira na poça
 de lama no pátio
 a lua vaidosa.

A lua não está na vaidade da água, nem a água está coberta do glorioso céu. A água podia estar correndo lentamente, de acordo com outra expressão do Zen: “um movimento em tranqüilidade”.
Porque se pode dizer que o Haicai é a súbita visão de espelho da mente do poeta quando nasce o olho da sabedoria.

Escreveu Santideva:
“ Yogacarin: Se a própria mente é uma ilusão, então o que é isto que é percebido?
“Madhyamika: A mente não percebe a mente. Da mesma maneira que uma espada não pode cortar-se a si mesma, assim é a mente.”

Se a lua se acredita no céu, está na lama.
Ou, como escreveu Wittgenstein: “o olho, que tudo vê, não se vê”. Pois “o que pode ser mostrado não pode ser dito”.

Aquela verdade salta aos olhos:

“El arte hace surgir la verdad. El arte salta hacia adelante y hace surgir la verdad de lo ente en la obra como cuidado fundador. La palabra origen [Ur-sprung] significa hacer surgir algo por medio de un salto, llevar al ser a partir de la procedencia de la esencia por medio de un salto fundador” (Heidegger. El origen de la obra de arte. Trad. de Helena Cortés y Arturo Leyte.  Caminos de bosque, Madrid, Alianza, 1996).

Por isso, a iluminação tem sido associada ao ver, ao Olho.
No Dhammacakkappauattanasutta se declara:
"Sem dúvida esta Nobre Verdade da extinção do Sofrimento pode ser realizada, para mim, ó monges, com relação às outras doutrinas isto nunca foi ouvido antes, o olho nasceu, a cognição nasceu, a sabedoria nasceu, o conhecimento nasceu, a luz nasceu. Sem dúvida esta Nobre Verdade da extinção do Sofrimento foi realizada".

Assim a iluminação de Buddha se fez em três etapas.
Na primeira parte da noite ele tomou conhecimento da existência do antes, antes dos estados de consciência. Na segunda parte da noite ele adquiriu o conhecimento de como os seres passam dum estado de consciência (existência) a outro. Neste ponto ele percebeu a lei de dukkha (a lei do Sofrimento) e a lei da Causa do Sofrimento, a primeira e a segunda Nobres Verdades.
Enfim, na ultima parte da noite, ele penetrou no conhecimento das causas subjacentes à existência, no processo das origens interdependentes explicadoras da existência, na origem de tudo, inclusive do Universo.

No Dhammapada, v. 153-154, se declara solenemente:
 “Na última vigília da noite, cheio de compaixão pelos seres vivos, fixando meu espírito nas origens interdependentes e meditando acerca da ordem do devir e de sua cessação, ao sol nascente alcancei a iluminação suprema”.
E iluminação pressupõe sempre luz.

Haikai seria a experiência feliz da surpresa do real da realidade que salta aos olhos, a percepção do instante significante da súbita e fragmentária cessação do processo de vir-a-ser, uma espécie de pseudo-iluminação em que o poeta vê naquele momento sem pensamento.

A paz, na tranqüilidade do céu sem nuvens, da água sossegada, mesmo em movimento. Quando o pensamento cessa, o mundo desperta, lúcido.

Se mira na poça
 de lama no pátio
 a lua vaidosa.  

A lama não enlameia a lua, nem a lua se banha ali. Mas há inteligência viva e suprema da Atenção (Sattipatana Suttra), que é a Quarta Nobre Verdade.
A visão repousa, assim, na existência da água na poça de lama em tranqüilidade refletindo um céu sem nuvens, ou na poça de lama do pátio onde a lua se vê radiante.

Se saber é sabor, a questão fica sem resposta.
Porque poucos a experimentaram.
É falar do que não se sabe.

No Budismo se diz: quem fala não sabe, quem sabe não fala. Só é possível a transmissão da lucidez através da poesia.
Sendo uma experiência, o haikai faz a apreensão da poça da água na lama do pátio num céu sem nuvens, onde a lua reina, vaidosa entre as estrelas, na visão do silêncio que tudo penetra.
Coisa súbita, abrupta.
Sem objetivo, nem proveito.

Quando o Buddha vinha de sua Iluminação suprema Ele encontrou um homem que, assustado ao vê-Lo com tanta luz, perguntou quem era e quem tinha sido seu mestre.
O Buddha, que não teve mestres, respondeu:
“Eu sou Aquele que compreendeu o que devia ser compreendido, e abandonou o que devia ser abandonado. Por isso Eu sou o Buddha, o Desperto”.

O haikai é despertar, aponta para a dignidade da realidade e toma cada atividade como um fim em si mesmo.

Na visão impura, há sofrimento e libertação do sofrimento, há céu e inferno.

Na visão impura, a lua está na imundície da lama do chão.

Na visão pura, não: não há puro ou impuro, nem sofrimento, nem libertação do sofrimento, nem céu, nem inferno, ou melhor, há sofrimento, mas não há sofredor.
Na visão pura não há certo ou errado.
Não há mesmo libertação, porque não há prisioneiro, nem o de que se libertar.
Não há dualidade.
Como se diz no Sutra do Coração:
“ Desta maneira, os sentimentos, a percepção, a formação e a consciência são vazio. Por isso, Shariputra, todos os dharmas são vazios. Não existem características. Não existe nascimento, nem cessação. Não existe impureza nem pureza. Não existe aumento nem diminuição. Por isso, Shariputra, no vazio não existe forma, nem sentimento, nem percepção, nem formação, nem consciência. Não existe olho, nem orelha, nem nariz, nem língua, nem corpo, nem mente. Não existe aparência, nem som, nem cheiro, nem sabor, nem tato, não existem dharmas”.

Satori é libertação?
E libertação de quê?
Talvez do próprio questionamento sobre o que satori seja.
Libertação do questionador, do sujeito que põe a questão, da dúvida e da certeza, o espanto da aparição misteriosa que salta ali como o surgir do límpido desconhecido.

Um dia alguém perguntou a Sua Santidade Sakya Trizin:
- Então, o que são as aparências?
- Um longo sonho, respondeu ele.

Quando o pensamento cessa a lua aparece.
Só a vemos quando a mente fica no estado de desapego, de silêncio, que é a realização profunda do Dzogchen.
Diz Santidade o Dalai Lama:
“A prática cotidiana do dzogchen consiste em cultivar simplesmente uma plena aceitação sem preocupação e uma abertura ante todas as circunstâncias. Devemos compreender que a abertura é o campo onde jogam todas as emoções e relacionarmo-nos com o próximo sem artificialidade, manipulação nem estratégias. Devemos experimentar tudo completamente”.

Dzogchen é a grande perfeição.
“A Grande Perfeição: o nono e o último veículo. Esta doutrina trata da pureza primordial dos fenômenos e da presença natural das qualidades de buda em cada ser. Ela traz o nome de Grande Perfeição para sublinhar que todos os fenómenos estão incluídos nesta perfeição primordial”, salientou Pema Wangyal Rinpochê.

O Satori vê dentro da verdadeira natureza, ou seja, da correta compreensão.
É considerado o primeiro passo para a budeidade.
É uma súbita iluminação, uma súbita intuição da verdadeira natureza, inexplicável e indescritível, e ininteligível.
Em “Viver através do Zen”, de Suzuki, se lê:
“O que significa "viver através do Zen"? Não estamos todos vivendo através do Zen, no Zen e com o Zen? Podemos escapar disso? Embora muito nos esforcemos para escapar dele, somos como aqueles pequenos peixes apanhados em quantidade; a luta não tem proveito algum, e termina por nos ferir gravemente”.
“Visto de outro modo, "viver através do Zen" é como pôr outra cabeça sobre a que nós já tínhamos antes mesmo de nosso nascimento. Qual a utilidade, então, de falar sobre isso?”

Fernando Pessoa, no seu famoso «O guardador de rebanhos», abre  sua técnica de meditação, na melhor tradição dos mestres Zen.
Ele diz: sou um pastor de pensamentos.

"Sou um guardador de rebanhos
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

«Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz."

É quando seu corpo está deitado na realidade que ele reúne os pensamentos como um pastor suas ovelhas, para que não se percam nem se extraviem, para que não divaguem, nem delirem.
Reúne suas ovelhas dentro de si.

É o que o Zen diz: "Viver dentro de casa". Dentro de casa é dentro de si. 

Diz Suzuki que o poeta Hakuin (1685-1768) cantava  assim:
"As formigas vagarosas lutam para carregar as asas de uma libélula morta; As andorinhas da primavera pousam lado a lado num ramo de salgueiro; as fêmeas dos bichos-da-seda, pálidas e cansadas, ficam imóveis segurando as cestas repletas de folhas de amora; os garotos da vila são vistos com rebentos de bambu roubados arrastando-se através das cercas quebradas.»

Mas não é para ser compreendido! Se for compreendido, terá outro sentido. Nossas experiências diárias «são de fato experiências do Zen, mas não conseguimos reconhecer isso porque nós, como seres intelectuais, perdemos algo que nos permitia entender o significado", diz Suzuki.

Que perdemos?
Perdemos a beleza, a claridade.

Não vemos a beleza dos pássaros no céu, das flores na terra, da luz sobre a montanha, das sombras estreladas da noite, da lua na poça da água.

Porque a vida em si é bela, é algo misterioso.
Escapa à compreensão intelectual.
Por isso um monge jardineiro aproximou-se certa vez do mestre e manifestou o desejo de ser iluminado no Zen.
O mestre disse: "Venha novamente quando não houver ninguém por perto".
No dia seguinte, o monge observou que não havia ninguém perto e implorou-lhe para revelar o segredo.
Disse o mestre: "Aproxime-se mais de mim".
O monge chegou mais perto dele.
Disse então o mestre: "O Zen é algo que não pode ser transmitido por palavras".

Como para o lutador de espadas. A alegria, a felicidade está no momento presente, no fragmento presente.

Uma realidade só se dá única.
Ver e estar consciente de que estou vendo, pensar e estar consciente de que estou pensando.

Como se diz no Zen: "Seguro uma espada em minhas mãos e fico com as mãos vazias".

Ou como o monge que chegou ao seu mestre e perguntou:
- Como posso atingir a Libertação?
- Quem te prende? - respondeu o mestre.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

A LENDA DOS 5 DZAMBHALAS DA RIQUEZA


Dzambhala (Sanskrit: Jambhala)is also believed to be an emanation of Avalokitesvara or Chenrezig, the Bodhisattva of Compassion. There are five different wealth Jambhala, each has their own practice and mantra to help eliminate poverty and create...
wisdomcompassion.org

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

quarta-feira, 6 de julho de 2016

quinta-feira, 12 de maio de 2016

PUJA ABREVIADO DE PROSTERNAÇOES E OFERECIMENTOS AOS STHAVIRAS

PUJA ABREVIADO DE PROSTERNAÇOES E OFERECIMENTOS AOS STHAVIRAS

PELO PANDITA SHAKYA SRI

REFÚGIO: SANG GYE CHO DAN TSOG KYI SHOG NAM LA / CHAN CHUG BAR DU DAG NI KYAB SU CHI
DAG GI JIN SHOG GY PE SO NAN KYI / DOR LA PEN CHIR SAN GYE DRU PAR SHOG (3x)
Eu me refugio no Buda, no Dharma e na Sangha ate alcançar a Iluminação. Que toda a energia acumulada pela pratica da Generosidade e das outras perfeições sirva para que alcance a iluminação para poder beneficiar a todos os seres. OS QUATRO PENSAMENTOS INCOMENSURÁVEIS (Amor:) POSSAM TODOS OS SERES SER FELIZES! (Compaixão:) POSSAM TODOS OS SERES ESTAR LIVRES DO SOFRIMENTO! (Alegria:) POSSAM TODOS OS SERES NUNCA SE SEPARAR DA SUPREMA BENÇÃO DA LIBERAÇÃO! (Equanimidade:) POSSAM TODOS ABANDONAR O APEGO E A AVERSÃO E VER CADA UM COMO IGUAL! Pela verdade das Três Jóias de refúgio e pela benção dos Budas e de seus filhos, e pela posse das duas acumulações, e pela força da pureza do Dharmadhatu, no meio do puro reino do vaso e de seu conteúdo, num grande e belo palácio de incomparáveis jóias está o precioso trono de leão sobre o qual ha um soberbo assento de lótus e lua pelo poder de Dharani. Há nuvens de oferecimentos tão vastos quanto o oceano. Por favor aceitem-nos (mantra dos oferecimentos, com musica e incenso): NAMO RATANA TRAYAYA OM NAMO BHAGAWATÊ BENZE SARA PRA MANDANE TATHAGHATAYA ARAHATÊ SAMIA SAMBUDDHAYÀ TEYATÀ OM BENZE BENZE MAHA BENZE MAHA TEDZÁ BENZE MAHA BIJYA BENZE MAHA BODHITITTA BENZE MAHA BODHI MANDO PASSAM PRAMANA BENZE SARVA KARMA AVARANÊ BISHÔ DHANÁ BENZE SOHA! (3x) (Acenda o incenso e recite harmoniosamente:) No centro de um plano no nível da palma da mão, incrustado de jóias e decorado com árvores e lagos há um palácio feito de jóias de quatro lados com quatro portas. Sobre um trono adornado de lótus, sol e lua esta sentado Aquele que tem a Compaixão, o que estabeleceu o treinamento no caminho da liberação nesta era degenerada. O Senhor dos seres, o supremo Sábio com os grandes Sthaviras, nós suplicamos que venham a este lugar com toda a sua corte, ó Budas e seus filhos das dez direções, que brilham o fogo da sabedoria que seca o oceano de klesas. Suplicamos a todos, que são um campo de mérito! Fiquem aqui, ó Sravakas, Sangha das dez direções. Daqui os convidamos para receber estas oferendas, nós suplicamos que venham e que aceitem estas oferendas pela salvação de todos os seres. Ó Senhor dos seres, Leão dos Sakyas, que proferiu a Doutrina dos Budas, que tem a preciosa palavra o grande Dharma protegido pelos Arahants, por favor venha para cá, pois o convidamos a vir e a aceitar estas oferendas pela salvação de todos os seres. E vocês, mandados pelo Sábio que empunha a vitoriosa bandeira da Doutrina: YANLG JUNG, MAPHAM, NAGNANEY, DUDEN, DHOJE MOBU, ZANGPO, SERBEN, BHARA DHA-DZA SERTCHEN, BAKULÁ, DRACHENDZIN, LANTRENTEN, BHARA DHA-DZA SEDNYON LEN, LAM TEM, LUI DHE, BHED JED, e MICHEDPA A estes Ararants, os grandes (16) Sthaviras, por convidá-los como a uma ilha de precioso mérito, nos lhes suplicamos a que venham e que aceitem estas oferendas pela salvação dos seres. Nós lhes suplicamos que venham. Possuindo a acumulação dos Budas de renúncia e transcendente sabedoria os Senhores adotaram o estilo dos Sravakas por nós que seremos treinados, Os Senhores, ó Dezesseis Sthaviras, cuja principal atividade é proteger o Dharma, por favor venham a este lugar e aqui fiquem. Os Senhores que guardam o Dharma e reverenciam acima de todas as coisas as palavras transmitidas pe1o Tatágata, tendo abandonado o autobenefício na floresta do Samsara e eficientemente realizado o benefício dos demais, ó Dezesseis Sthaviras, os Senhores foram tomados pelo voto da compaixão, por favor venham a este lugar, os Senhores são o Refúgio do povo leigo, que suplicam com sinceridade por vocês. Inquebrantáveis votos foram feitos pelos Senhores, ó servos das Três Jóias. Nós os convidamos como a um campo de precioso mérito, nos lhes suplicamos que aceitem estas oferendas pela segurança dos seres. Para todos os Leões dos homens, Tatágatas, nos tres tempos e em todos os mundos das dez direções, nós lhes prestamos homenagens com o corpo, palavra e mente. Com todos os Budas bem estabilizados na nossa mente, pelo poder da virtuosa conduta, curvando-nos com tantos corpos quantos são os grãos de terra deste mundo, nós de modo completo prestamos homenagem a todos os Budas, que num único átomo há mais Budas do que os átomos do mundo e Budas sentados no meio de seus filhos Bodissátuas. Assim nós desejamos que a total esfera do Dharma seja preenchida pelos Vitoriosos. Com inexaurível oceano de preces, recitando as qualidades de todos os Budas, nós rezamos a todos os Sugatas. Os Senhores são incomparáveis, a quem nunca cessamos de contemplar, com seus corpos brilhantes de colorido ouro. (Convide com musica:) PARA O INCOMPARÁVEL, a quem é impossível igualar mesmo com um vislumbre, na beleza de seu corpo cor de ouro, com uma face e dois braços sentado na postura de pernas cruzadas, para o Senhor (Buda Shakyamuni), que põe a mente no completo descansar para a meditação de subjugar a Terra, nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague! NA GRANDE MONTANHA nevada de Tise ou Kailás mora o Ária Sthavira YANLAG JUNG cercado de 1300 arhants. Para quem segura um incenso que queima e a bandeira de chicotes nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NA MONTANHA SHEL-NAG mora o Ária Sthavira MAPHAM cercado de 100 Arhants. Para ele que tem as mãos na postura de meditação nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NA CAVERNA DA montanha de Loma Dünpa mora o Ária Sthavira NAGNANEY cercado de 1400 arhats. Para Ele que faz o mudra ameaçador e segura a bandeira de chicotes nós prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NO CONTINENTE DE Jambudvipa (Java) mora o Ária Sthavira DUDEN cercado de 1100 arhats. Para Ele que segura os anéis de ouro nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NA ILHA DE Sri Lanka mora o Ária Sthavira DHOJE MOBU cercado de 1000 grandes Arhats. Para aquele que faz o mudra ameaçador e segura a bandeira de chicotes nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NA ILHA DO rio Yamuná mora o Ária Sthavira ZANGPÔ cercado de 1200 Arhats. Para Ele que faz o mudra do ensino do Dharma e cuja mente descansa em perfeita meditação nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague! NO PRINCIPAL LUGAR de Kashmir mora o Ária Sthavira BHARA DHA-DZA SERTCHEN cercado de 700 grandes Ahrats. Para Ele cujas mãos descansam em postura de meditação nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NO CONTINENTE AO Norte de Drami-nyen mora o Ária Sthavira BAKULÁ cercado de 900 grandes Arhats. Para Aquele que segura a mangusta em suas mãos nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NA ILHA DE Priyangu mora o Ária Sthavira DRACHENDZIN cercado de 1100 Arhats. Para Aquele que segura a preciosa coroa nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NO MONTE DOS Abutres ( Mágadha) mora o Ária Sthavira LANTRENTÉN cercado de 1600 Arhats. Para aquele cujas mãos descansam em postura de meditação nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NO CONTINENTE DO Este de Purva Videha mora o Ária Sthavira BHARA DHA-DZA SEDNYON LEN cercado de 1000 Arhats. Para Aquele que segura um livro e a tigela nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NA RESIDÊNCIA dos 33 deuses (Trayatrimsa) mora o Ária Sthavira LAM TEM cercado de 900 grandes arhats. Para Aquele que faz o mudra do ensino do Dharma e segura um livro nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NA RAINHA DAS montanhas, o monte Méru, mora o Ária Sthavira LUI DHE cercado de 1200 Arhats. Para Aquele que segura o vaso (bumpa) e o cajado nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NA RAINHA DAS montanhas, Bhihula, mora o Ária Sthavira BHED JED cercado de 1400 Arhats. Para Aquele que segura o livro nas mãos nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!NA RAINHA DAS montanhas, Himalaya, mora o Ária Sthavira MICHEDPA cercado de 1000 Arhats. Para Aquele que segura a Bodhi Stupa nós nos prosternarnos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague!ÁRIA UPASSAKA DHAMATA, em cuja cabeça há um coque que prende um livro e que vê Amitabha no céu diante de si, para Aquele que segura a bandeira de chicotes e o vaso (bumpa) nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharrna se propague! Para os QUATRO GRANDES REIS das quatro direções, que têm grande força e poder para proteger a Doutrina do Buda com grandes exércitos. Para os Quatro Grandes Reis, para o Este, para o Sul, para o Oeste e para o Norte nós nos prosternamos. Que a vida do Guru seja estável e o Dharma se propague! (três vezes ou mais). AS MELHORES FLORES, as melhores guirlandas, os címbalos, os ungüentos, os excelentes parassóis, as excelentes lâmpadas e os melhores incensos nos oferecemos aos Budas. Também os melhores vestuários, os excelentes perfumes, os pós medicinais iguais a altura do monte Méru, tudo o que é excelente, supremamente decorado, nos oferecemos a todos os Budas. Nós também visualizamos para todos eles os tesouros sem iguais de tão preciosos e vastos, e pelo poder da pratica da virtude nós oferecemos como homenagem a todos os Budas! (Com música:) NAMO RATANA TRAYAYA OM NAMO BHAGAWATÊ BENZÂ SARA PRAMANDANÊ TATHAGHATAYA ARRARATÊ SAMIÂ SAMBUDDHAYÂ TEYATÂ OM BENZÊ BENZE MAMA BENZÊ MAMA TEDZA BENZE MAHA BIJYA BENZE MAHA BODHITITTA BENZE MAMA BODHI MANDA PASSAM TRAMANA BENZE SARVA KARMA AVAREN BISHÔ DANÂ BENZÊ SOHA (3x). (Se você estiver alegre ofereça a Mandala com a melhor de sua habilidade:) OM BENZÂ BHUMI AH HUNG, o chão de tudo o que existe e inteiramente puro, de grande poder com terra de ouro. OM BENZÂ REKHÊ AH HUNG, no centro, cercado por um ininterrupto muro externo esta HUNG, o monte Meru a rainha das montanhas. No Este esta (Purva-videha) o Continente Este. No Su1 está (Jambudvipa), o Continente Sul. No 0este está (Aparagodaniya) o Continente Oeste. No Norte está (Uttarakurcu) o Continente Norte. O sol e a lua e esta perfeita e completa riqueza de deuses e homens nós oferecemos para o Buda e para os 16 Sthaviras com seus atendentes os reunidos Arhats. SUPLICO a todos que compassivamente aceitem estas oferendas pela salvação de todos os seres sensíveis e que tendo aceito abençoem a todos. CONFESSO todas e cada ação não-virtuosa que tenha praticado com o corpo, palavra e mente através da influência do desejo, do ódio e da ignorância. ALEGRO-ME com todos os méritos, quaisquer que eles sejam, de todos os Conquistadores das dez direções, dos filhos dos Budas, Pratchecabudas, Sravakas e de todos os seres sensíveis. SUPLICO a todos os Protetores, Aqueles que são lâmpadas dos mundos das dez direções e que gradualmente atingiram a Iluminação sem apego à Budeidade que girem a incomparável Roda (do Dharma). PARA AQUELES a quem o Nirvana se tornou manifesto, com as palmas das mãos juntas eu suplico que, pelo benefício e felicidade de todos os seres sensíveis, que permaneçam por tantas Eras quantos são os átomos da Terra. QUALQUER PEQUENA QUANTIDADE de virtude que eu tenha acumula do através das prosternações, oferecimentos, confissões, regozijos, exortações e súplicas eu dedico com relação a Iluminação. (Se você estiver alegre e desejar recitar o Mantra, pense no nome do Buda e de sua corte, recitando com concentrada devoção:) TEYATA OM MUNI MUNI MAHA MUNI SHAKYA MUNYE SOHA (Depois de repetir mais de 100 vezes, com a melhor de sua habilidade recite:) Ó Assembléia dos grandes Arhats, emanação dos Budas que guardam a Doutrina pelo bem-estar dos seres sensíveis, os 16 Sthaviras que são a realidade dos Três Raros Objetos, garantam suas bênçãos para que o Dharma possa perdurar. Os Senhores, que têm a natureza da compaixão, os 16 Sthaviras, abençoem a totalidade da existência mundial para que ela cruze o lago da existência transmigrante e que se liberte da miséria. Que a Assembléia dos 16400 nos abençoem para que o Dharma possa perdurar. Ó Arhats, que são o objeto de crescimento de mérito de todos os seres, sábios portadores dos grandes objetos de devoção e oferecimento de todos os seres, supremamente veneráveis, abençoem-nos para que a Doutrina possa perdurar. Pela raiz dos meus méritos e dos outros, que são a fonte do benefício de toda a felicidade, que todas as causas de todos os sofrimentos sejam abandonadas e que o oceano da existência rapidamente seque. Que o oceano de mérito possa inundar completamente o oceano de sabedoria transcendente através de toda purificação e que possam todos os oceanos de preces serem completamente realizados com a corporificação de todos os seres sensíveis como de alta eminência. Possa a boa fortuna do incomparável e muito excelente Guru, que alcançou o limite extremo das duas acumulações e que realizou as obras dos Conquistadores dos três tempos abençoar a todos. Com ele não há separação de qualidades e ele leva à maturidade aqueles que têm igual fortuna e são bem treinados. Possa a boa fortuna dos grandes Sthaviras chegar, os quais, pela compaixão dos conquistadores dos três tempos e de seus filhos, que guardem a Doutrina à maneira dos Sravakas por tanto tempo quanto a existência continue, e que trabalhem pelo bem-estar de todos os seres sensíveis. Possa a boa fortuna dos Quatro Grandes Reis, YULKHOR-SUNG, PHAGKYEPO, CHENMI-ZHANG e NHAMTÖ-SÄ, chegar para nós, os quais são os mais profundos e vastos protetores. Possa a Doutrina, que é a única verdadeira fonte de bene-fício e felicidade longamente permanecer e que os seres sagrados, que são guardiões da Doutrina, firmemente plantem a vitoriosa bandeira de suas vidas. Possa a experiência da boa fortuna da Doutrina viver longamente. Através da vinda do Mestre Buda ao mundo, que a Doutrina deslumbre como a luz do sol e que haja a Sangha que a segure harmoniosamente.
(Toque música após ter recitado estas estrofes e outras semelhantes preces auspiciosas. Este foi o abreviado rito combinado de saudações e devoção aos 16 Sthaviras. Este texto é conhecido como tendo sido escrito pelo grande Pandíta SAKYA SRI.) SARVA MANGALAM [O Senhor Atisha (982-1054) e o Pandita Kashmiri Shakya Shribhadra (1127-1225) popularizaram este ritual de oferecimentos ao Buddha Shakyamuni e aos 16 Arhats.] Trad. R. Samuel.






segunda-feira, 25 de abril de 2016

segunda-feira, 4 de abril de 2016